Emagrecimento

Dieta sem pão, não!

Quem decide por si só fazer uma dieta começa logo por a fazer-se acompanhar de uma maçã e imediatamente corta com o pão da sua dieta diária. Sem dúvida que perde peso, mas à custa muita fome e de forma pouco equilibrada.
Um plano alimentar para emagrecer não significa sofrimento nem abolição de alimentos saudáveis, tais como o pão. Pensar que o pão engorda é um erro, pois não é ele que fornece mais calorias, mas sim o que nele se coloca: Manteiga, margarina, queijos gordos, enchidos etc. O pão, em especial o pão de mistura ou integral, é rico em fibras e vitaminas do complexo B que lhe conferem óptimas propriedades à saúde. A fibra alimentar é fundamental para um correcto funcionamento intestinal e uma dieta pobre nesta substância é mais propícia de provocar prisão de ventre e consequentemente cancro do intestino. Para além disso, a fibra que existe nos pães de mistura e/ou integrais tem a capacidade de absorver o colesterol, e elimina-lo.
Se pretende emagrecer uma fatia de pão de mistura é uma opção mais saudável e menos calórica do que bolachas, biscoitos ou tostas, mesmo as integrais ou dietéticas. Este tipo de produtos leva no seu fabrico uma grande quantidade de gordura para lhes conferir sabor e textura agradável. E é certo que uma fatia de pão sacia muito mais do que 5-6 bolachinhas.
O pão ou equivalentes (arroz, massa, leguminosas, cereais) devem corresponder a 50-55% do total de ingestão diária. As porções recomendadas variam consoante as suas necessidades e gastos calóricos, mas podem ir em média das 6 a 12 porções de pão ou equivalentes. Uma dose equivale a meio pão ou 1 fatia, 2 colheres sopa arroz/ massa, 1 batata pequena, 3 colheres sopa cereais, 2 bolachas de água e sal, etc.
Coma pão e emagreça com saúde.

 

 
Guerra contra a celulite

A modernidade não trouxe só benefícios, a vida sedentária, erros alimentares e a correria do dia-a-dia, reflectem-se no nosso organismo e hoje em dia poucas são as mulheres que podem dizer “não tenho celulite”. Cerca de 98% das mulheres e 2% dos homens têm celulite e mesmo quando se emagrece podemos não ter eliminado este problema.
Com a correcção de alguns factores alimentares pode-se melhorar o estado da celulite, existem vários tipos de celulite e como tal não há um remédio único. A forma mais eficaz para a combater é aliar uma dieta hipo-calórica com a ingestão de infusões específicas para a eliminação de toxinas e complementá-las com a prática de exercício físico.
A celulite surge por um desregulamento entre as células de gordura e a circulação que a envolve, impedindo a troca de nutrientes e oxigénio, causando inflamação e a zona torna-se rígida e deformada. Na sua dieta deverá moderar o consumo de alimentos que agravem o estado de inflamação, neste campo encontram-se os alimentos que provocam uma maior retenção de líquidos (ou edema), como: o açúcar, o sal e alimentos salgados (bacon, presunto, enchidos, etc.), álcool e café. De igual forma é necessário uma boa oxigenação dos tecidos, sendo fundamental o papel de um mineral na oxigenação dos tecidos: o Ferro. Podemos encontrá-lo no peixe, carne magra e nos legumes de folha verde.
A água é essencial para um bom funcionamento renal e melhorar a circulação, no combate à celulite existem algumas infusões que podem ter um papel benéfico. Infusões de bétula, chá verde, groselha negra, segurelha ou tisana de algas do mar são depurantes, facilitam a eliminação de toxinas e ligeiramente diuréticas.
A celulite quando está instalada há algum tempo cria uma certa resistência, sendo necessário alguma persistência, uma alimentação saudável rica em vitaminas e minerais, com baixo teor de gorduras é meio caminho para melhorar o aspecto “casca de laranja” da sua pele.

 

 

Dieta ou Plano alimentar

A palavra Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem a sua dieta específica, que pode ser saudável ou não. Esta palavra também pode diferenciar as diferentes culturas, no entanto surge sempre associada no uso popular como um tipo de alimentação restritiva por forma a perder e manter o peso.
Muitas vezes a palavra dieta tem uma conotação negativa, por se associar imediatamente a sentimentos de fome e privação, e talvez seja por isso que a maioria das pessoas que entram num processo de emagrecimento ganham em pouco tempo todo o peso que perderam. A maioria delas não funciona porque prometem muito, mas na verdade, podem resolver pouco.
São as chamadas dietas milagrosas que, normalmente, aparecem em revistas e livros e não levam em consideração as características pessoais de cada um. Normalmente reduzem os hidratos de carbono e as calorias totais ingeridas de uma forma desequilibrada, provocando assim uma perda acentuada de líquidos e proteína muscular.
Enquanto dieta é um termo que carrega a ideia de restrição alimentar por um período de tempo, o conceito de plano alimentar engloba hábitos para uma alimentação adequada durante toda a vida. Por isso, plano alimentar é o que todos nós devemos adoptar para nos mantermos saudáveis e nos prevenirmos das doenças.
Para seguir um plano alimentar adequado, convém consultar um técnico da área, a fim de conhecer qual o mais indicado para o seu organismo e estilo de vida.
Devem estar presentes os alimentos de todos os grupos da roda dos alimentos, variando bastante e distribui-los ao longo do dia em pequenas refeições. A escolha de alimentos certos na proporção correcta, bem como a prática de exercício físico, evitando uma vida sedentária, são os factores essenciais para a manutenção da saúde. Uma dieta restritiva e que não tenha em conta as necessidades do organismo poderá ter efeitos desastrosos.
Cuide da sua saúde com consciência e adequada a si.

Metabolismo lento

O tema “metabolismo” está na ordem do dia, é muito frequente ouvir-se falar dele como a causa do peso ir aumentando. Expressões como “o meu metabolismo é lento e por isso eu tenho mais facilidade em engordar” ou “o meu metabolismo não queima calorias como deveria” são muitas vezes ouvidas.
Na verdade, estas expressões pretendem reflectir a ideia de que o metabolismo adapta-se à dieta, provocando uma estagnação ou aumento de peso.
O metabolismo é o conjunto de reacções químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. O metabolismo pode estar em anabolismo, que é a síntese (ou seja, formação de compostos), ou pode estar em catabolismo, onde há degradação de compostos. No processo de emagrecimento, o organismo está em fase de catabolismo.
O organismo gasta uma quantidade de calorias suficientes para manter as funções vitais do corpo quando este está em repouso, como seja a respiração e o funcionamento cardiovascular. Assim sendo, esse gasto energético refere-se à taxa de metabolismo basal.
Para saber a quantidade de energia que é necessário ingerirmos, têm de entrar no cálculo factores como o peso, a idade, o sexo e actividade física. O clima também poderá ter uma pequena participação no valor final.
Cada indivíduo possui o seu próprio valor de metabolismo, mais lento ou mais acelerado. Com o emagrecimento, há uma diminuição na ingestão energética e, com isso, após o decurso do tempo, o organismo acomoda-se a essa restrição, requerendo menos energia para as suas funções vitais, o que provoca a diminuição do metabolismo. Nestas situações em que o metabolismo entra numa espécie de estagnação, deve-se diminuir as calorias consumidas e/ou aumentar a actividade física, para que haja um maior gasto calórico.
Para que o emagrecimento seja duradouro sem que o organismo impeça a perda de peso, a restrição calórica deve ser bem calculada e nunca inferior ao nosso valor de metabolismo basal. Dietas abaixo do metabolismo comprometem o aporte de vitaminas e minerais bem como provocam mais facilmente uma estagnação do peso. Quanto mais lenta e equilibrada for a perda de peso, mais garantia terá de sucesso da manutenção dessa mesma perda de peso.

 

Barriguinha indesejável

A gordura acumulada na zona abdominal é aquela que provoca mais problemas e é a mais encontrada nos homens. Para evitar e diminuir o volume da barriga, e quando se tem excesso de peso, deve em primeiro lugar pensar-se em fazer uma alimentação equilibrada que vise a perda de peso, reduzindo assim a gordura localizada. No entanto, existe uma série de factores a ter em conta caso o seu problema seja o volume na zona abdominal.
É fundamental fraccionar as refeições, pois o nosso sistema digestivo não consegue processar um grande volume de alimento ingerido de uma só vez. O ideal é fazer refeições pouco volumosas e de baixo valor calórico 5 a 6 vezes ao dia. Estas refeições deverão ser mastigadas devagar, pois ao comer rapidamente podemos engolir ar junto com a comida, para além de prejudicarmos a digestão. Além disso, o cérebro não registra o sinal de saciedade com tanta rapidez e, assim, acabamos por comer demais.
O funcionamento regular dos intestinos é fundamental para reduzir o volume abdominal. Como tal, consumindo alimentos ricos em fibras (como o farelo de trigo, cereais integrais, pão escuro, leguminosas, verduras e frutas) e fazendo uma ingestão adequada de líquidos, podemos evitar que a barriga fique dilatada.
Os alimentos diuréticos como chás, melancia, morango, aipo, agrião, beterraba, endívias, ananás, maracujá, tomate e pepino também contribuem para diminuir a retenção hídrica, diminuindo o inchaço
Devem ainda evitar-se os alimentos que provocam dilatação abdominal e flatulência, como é o caso dos refrigerantes, feijão, pão branco, bem como os que causam retenção de líquidos, como os enchidos, enlatados, batatas fritas, aperitivos salgados, entre outros.
Cuide de si e tenha uma barriga de sonho.