Adolescentes e Crianças

Crianças hiperactivas

A síndrome da hiperactividade afecta actualmente milhões de crianças em todo o mundo, esta síndrome envolve uma série de sintomas, é bastante complexa e necessita de um tratamento multifacetado, actuando em diversas faces.
Uma em cada dez crianças parece ser afectada pela síndrome da hiperactividade, também designado de sindroma do défice de atenção, podendo ser indicado como factores desencadeantes: uma nutrição incorrecta, alergias alimentares, predisposição genética, desequilíbrio de substâncias químicas do cérebro.
Muitas vezes no tratamento dos sintomas a nutrição é colocada de parte. Sabe-se que alimentos muito refinados e ricos em açúcares são bastante estimulantes e provocam um aumento dos sintomas da síndrome, como a irritabilidade. A sacarose, que se encontra em bolos, doces, gelados e no próprio açúcar de cana é uma das mais potentes substâncias promotoras da hiperactividade. A carência de certas vitaminas (do complexo B) e minerais (ferro, zinco e magnésio) provocam um agravamento dos sintomas. Estas carências estão associadas a uma diminuição da capacidade de concentração das crianças com esta síndrome.
A correcção das deficiências dos nutrientes deve ser gradual e equilibrada. As crianças com hiperactividade necessitam de quantidades regulares de alimentos ricos em hidratos de carbono não refinados, como o pão, arroz e massas integrais, bem como de alimentos não processados, para que os níveis de glucose no sangue se mantenham estáveis e assim promover um equilíbrio do humor.
Com uma alimentação equilibrada, que complete as carências que normalmente se verificam nesta síndrome, fornece-se a energia necessária para brincar com saúde e pode-se conseguir reduzir a instabilidade da criança.

 

 

Distúrbios Alimentares

Uma preocupação com a saúde, a imagem corporal e o bem-estar físico poderá sem normal e aconselhável, no entanto, a saúde pode-se tornar uma doença.
Os distúrbios alimentares costumam ser sintomas de problemas psicológicos complexos, em geral há uma recusa em aceitar ajuda e em reconhecer o problema. Os sinais mais notórios são uma preocupação excessiva com a comida, uma perca muito acentuada de peso ou obesidade, obstipação, vómitos, fadiga, problemas de dentes, entre muitos outros.
Os 3 tipos de distúrbios alimentares mais frequentes são: anorexia nervosa, bulimia nervosa e ingestão compulsiva.
No primeiro caso, e o mais falado de todos afecta sobretudo adolescentes e mulheres jovens. É uma doença que surge cada vez mais cedo e começa a afectar jovens do sexo masculino.
Os anorécticos são tendencialmente pessoas perfeccionistas, com carências de auto-estima e que desenvolvem uma preocupação doentia pelo que comem, reduzindo ao máximo aquilo que ingerem.
A bulimia nervosa é um distúrbio que normalmente surge um pouco mais tarde na casa dos 20 anos. As causas psicológicas são as mesmas que na anorexia, no entanto os pacientes recorrem a excessos de ingestão alimentar para aliviar os sentimentos que os transtornam.
Os bulímicos alternam entre momentos de jejum e dietas rigorosas com ingestões alimentares excessivas, seguidas de provocação do vómito e recurso a diuréticos e laxantes. Torna-se num ciclo ao qual os bulímicos não conseguem sair.
A alimentação compulsiva é semelhante à bulimia, no entanto estas pessoas raramente provocam o vómito. O ciclo aqui é outro, os pacientes comem em excesso quando se sentem deprimidos, mas por verem o peso a aumentar cada vez mais, a angustia aumentará e logo surgirá uma maior necessidade de recorrer a episódios de ingestão compulsiva.
Em qualquer um dos casos o acompanhamento nutricional e psicológico deve ser feito em conjunto para um melhor resultado.

 

 

Vida de Estudante

O estudante necessita de muita energia mental e física para responder convenientemente a todas as actividades que lhe são propostas. Agora que estamos em época de exames, estas necessidades aumentam e, através de uma alimentação rica em certos nutrientes, conseguem melhorar-se as suas capacidades.
As refeições tomadas à pressa, poucas horas de sono e a tensão dos exames conduzem rapidamente a carências de vitaminas e minerais, que vão diminuir a sua capacidade de concentração. Os alimentos ricos em vitamina B1, tais como carnes magras (frango, perú) e ovos, arroz integral, ervilhas, pão e leguminosas, são boas fontes desta vitamina que alimenta o cérebro. A sua carência faz com que se acumulem substâncias tóxicas que provocam lesões no sistema nervoso. A sua acção é auxiliada com um bom aporte de vitamina B12, presente em maior quantidade nos alimentos de origem animal.
Para funcionar, o cérebro necessita de combustível. Essa energia é-lhe fornecida pela glucose, ou açúcar. Aos estudantes ocorre com frequência uma vontade de comer uma barra de chocolate ou beber uma bebida açucarada, para repor essa glucose, no entanto a forma mais saudável e realmente nutritiva de o fazer é escolhendo alimentos ricos em açúcares complexos, como as leguminosas, pão, arroz, massa, batata, cereais de pequeno-almoço ou barras de cereais.
Não se deve saltar uma refeição para ganhar tempo para rever a matéria, pois o trabalho será mais rentável quando o cérebro está alimentado. Se, pelo contrário, o stress o fizer estar a petiscar constantemente, o melhor é fazer escolhas saudáveis, como a fruta, iogurtes magros ou cereais integrais.
Coma para vencer a tensão dos exames e tudo correrá melhor!

 

 

É de pequenino...

Os hábitos alimentares saudáveis devem ser incutidos desde pequenos, é importante que ensine os seus filhos a fazer boas opções.
A atracção que as crianças tem pelos doces e guloseimas é em geral muito maior do que pelos vegetais, e realmente é um grande desafio para que os pais tentem mudar estes hábitos. É fundamental retardar o primeiro contacto com os doces o máximo de tempo que conseguir, pois é certo que de doces eles nunca vão correr o risco de não gostar.
Os pais devem tentar ser criativos, tentando apresentar os alimentos da forma mais agradável aos pequenos, e não da forma que mais lhes atrai. A maioria das crianças prefere legumes crus, em vez de cozidos.
Quando a sopa é um problema, faça com que a criança participe na sua preparação, assim irá ter mais interesse em comer aquilo que fez. Vá com ela comprar um legume, permita-a escolher o que mais lhe agrada, e durante a confecção coloque o seu filho a ajudar em alguns passos, ficando aquela a ser a “sua” sopa!
Cuidado com brigas e ameaças durante as refeições, e também as famosas recompensas baseada em gelados, bolos, doces, por comerem frutas e legumes. Este sistema de recompensas e subornos vai apenas enfatizar os alimentos que não são importantes e fazer com que as frutas, legumes e vegetais se tornem o vilão da história.
Muitas crianças têm falta de apetite ao jantar, o que se torna no drama da família. Esta falta de apetite é facilmente explicada quando a criança passou a tarde a saltar entre a aula de judo, natação, karaté, ballet. O cansaço provocado pelo exercício físico vai diminuir a fome. O mais importante é focar-se nos lanches que a criança faça antes do desporto, e minimizar a quantidade a ingerir à noite ao jantar.
Para que as crianças optem por hábitos alimentares mais saudáveis, é essencial que os pais lhes dêem um bom exemplo.